Ligando os pontos do terrorismo sul-americano
David Meir-Levi
Ponto No. 1 : Uma ameaça crescente na área da Tríplice Fronteira da América do Sul. (Grupos terroristas e do crime organizado na área da Tríplice Fronteira na América do Sul - http://mail.yahoo.com/config/login?/_javascript:;) Um relatório preparado pela Federal Research Division [Divisão Federal de Pesquisa], Biblioteca do Congresso [dos EUA], em Julho de 2003) Desde o princípio da década de 1980, terroristas árabes têm enviado milhares de seus bandos para a região quase inacessível de selva e montanha entre Brasil, Argentina e Paraguai (conhecida como TBA [Tri-Border Area] ou Tríplice Fronteira). Foram estabelecidos campos de treinamento terroristas e depósitos de armas, virtualmente fora do alcance das autoridades legais locais ou da forças armadas; e elementos do Hezbolá, do Al-Gama'a al-Islamiyya, da Jihad Islâmica, da Al-Qaeda, do Hamás e da máfia libanesa [de tráfico] de drogas operam em parceria, aberta e livremente, em conjunto com agentes do crime organizado local e representantes públicos corruptos.
A Tríplice Fronteira tornou-se um virtual refúgio para grupos terroristas islâmicos e uma base para operações terroristas contra alvos sul-americanos.
A vasta (e crescente) população árabe desses países (mais de 750.000 habitantes, de acordo com estimativas locais) fornece uma comunidade que contribui imensamente para o estabelecimento de células adormecidas de terrorismo islâmico em toda a área. Acredita-se que os ataques à Embaixada de Israel em Buenos Aires (17.03.1992) e ao Centro Comunitário Judaico (18.07.1994) originaram-se de bases terroristas na Tríplice Fronteira. Desde meados da década de 1990, forças governamentais frustraram muitos outros ataques terroristas contra alvos norte-americanos, judeus e israelenses, capturando alguns de seus perpetradores. A [rede de TV] CNN noticiou que uma reunião de cúpula do terrorismo islâmico, para planejar ataques na América do Sul e no exterior, aconteceu na Tríplice Fronteira em fins de 2002.
Forças de segurança acreditam que futuros alvos incluem representações governamentais norte-americanas e israelenses, edifícios da comunidade judaica, hotéis, centros turísticos, aeroportos e escritórios de corporações multinacionais.
O refúgio terrorista da Tríplice Fronteira também conduz um imenso projeto de lavagem de dinheiro, aproveitando-se dos lucros oriundos de sua parceria com as FARC e com traficantes de drogas do comércio de narcóticos largamente difundido pela América do Sul. O governo estima em mais de 172 bilhões de dólares norte-americanos a quantia total de dinheiro "lavado" desde 1992.
Atualmente não há qualquer vigilância ou contenção efetiva dessas atividades terroristas.
Ponto No. 2 : Terrorismo aumentado ao norte da Venezuela (U.S. News & World Report, 10.06.2003, pág. 18 e seguintes) Outro centro sul-americano do terrorismo árabe emergiu recentemente ao norte da Venezuela, próximo à fronteira com a Colômbia. Milhares de terroristas ocupam agora um número desconhecido de campos naquela região, os quais se movem continuamente com o apoio e a colaboração do governo venezuelano. O presidente Hugo Chávez atua como anfitrião de uma horda crescente de terroristas do Oriente Médio provenientes de alguns dos mais notórios [países] inimigos dos Estados Unidos, incluindo a Líbia, o Iraque de Saddam [Hussein], Síria, Egito e Paquistão. Milhares de cartões de identidade venezuelanos têm sido legalmente emitidos para esses estrangeiros. Esses cartões podem ser usados para a obtenção de documentos oficiais de viagem e passaportes para livre entrada em outros países sul-americanos e nos EUA.
Esses grupos terroristas são conhecidos por trabalhar em conjunto com o grupo colombiano insurgente anti-governamental, as FARC. Eles oferecem aos terroristas das FARC abrigo seguro em regiões montanhosas e não-patrulhadas [localizadas ao] nordeste da Venezuela. Eles podem proporcionar a Hugo Chávez uma força secreta a ser usada para apoiar as FARC contra o governo colombiano. A cooperação da Venezuela com esses terroristas pode significar ao presidente Chávez uma garantia de que as investidas terroristas não serão perpetradas em seu país.
Atualmente não se conhecem ataques terroristas que possam ser atribuídos a esses grupos.
Ponto No. 3 : Imigração ilegal na fronteira sul... não somente hispânicos, agora. ("Estados Unidos capturam 77 estrangeiros do Oriente Médio ao sul do [estado do] Arizona", World Tribune, 02.08..2004; "Dois grupos de invasores do Oriente Médio presos no condado de Cochise nas últimas seis semanas", Tombstone Tumbleweed, 18.07.2004; "Quebrando o silêncio sobre possível ameaça terrorista", Defense Watch, 23.07.2004.) Agentes da polícia norte-americana de fronteira prenderam 158 estrangeiros ilegais no condado de Cochise, no estado do Arizona, em 13.06.2004. Um oficial, que fala persa e árabe, ouviu secretamente dúzias de detentos falando árabe na parte traseira do veículo de detenção. Ele contou 53 [detentos] de origem mais provavelmente árabe do que hispânica. Seus superiores o instruíram a manter esta informação para si mesmo; mas ele a relatou ao jornal local, o Tombstone Tumbleweed.
Apenas uma semana depois, em 21 de junho de 2004, um outro grupo de imigrantes ilegais foi apreendido, incluindo 24 homens de língua árabe. Mas pelo menos outros tantos (ou mais) escaparam da prisão e desapareceram em território norte-americano. Oficiais da polícia de fronteira têm negado a existência de qualquer imigrante ilegal dentre aqueles que foram presos, mas agentes prisionais atestam, individualmente, a exatidão de sua descrição étnica.
Por meio de uma investigação mais profunda, o editor do Tumbleweed descobriu que, desde 1o de outubro de 2003, agentes da polícia de fronteira do Arizona já detiveram 5.510 imigrantes ilegais de outras origens que não sejam o México, América Central ou América do Sul. Além disso, agentes prisionais repararam que todos os imigrantes ilegais oriundos do Oriente Médio usavam corte de cabelo e bigode idênticos e, apesar de usarem a roupa típica dos imigrantes ilegais - calça jeans, boné de beisebol e camisa de lã -, todos esses imigrantes do Oriente Médio usavam roupas novas, ainda alinhadas e limpas (exatamente o oposto da aparência usual esfarrapada dos imigrantes ilegais).
Ligando os pontos : Estamos testemunhando à expansão das bases terroristas islâmicas na América do Sul, que operam com quase nenhuma interferência - ou com a colaboração - dos governos dos países hospedeiros; milhares de terroristas árabes sendo treinados nessas bases; e evidências confiáveis de que centenas, ou mesmo milhares, de imigrantes de língua árabe têm adentrado [o território dos] EUA por meio de sua fronteira "porosa" com o México durante quase um ano. Dada a recusa da liderança da polícia de fronteira em divulgar a identidade étnica ou nacional dos 5.510 detentos não-hispânicos, não podemos saber ao certo quantos desses milhares são árabes. Por que grupos terroristas do Oriente Médio gastariam incalculáveis milhões de dólares para criar bases na América do Sul? Certamente para se beneficiarem das oportunidades do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro, que governos negligentes ou corruptos propiciam. Sem sombra de dúvida, para atacar alvos sul-americanos entre outros, embaixadas norte-americanas ou israelenses, comunidades judaicas, e/ou outras instituições sul-americanas envolvidas em interações financeiras, políticas ou militares com os EUA). Provavelmente também para facilitar o planejamento e a execução de futuros ataques terroristas na América do Sul ou em outros países.
Por que os árabes adentrariam os Estados Unidos em tão grande número? Ao menos alguns deles são genuinamente prováveis terroristas que, uma vez esquivados da polícia de fronteira, podem conectar-se com contatos estabelecidos na comunidade muçulmana norte-americana e fazer um trabalho de base para futuros ataques dentro deste país. É necessária uma "equipe de apoio" de no mínimo cinco integrantes para lançar uma ação terrorista.
Quantos ataques terroristas nós podemos esperar, agora que sabemos que centenas - ou, talvez, milhares - de terroristas árabes entraram [nos Estados Unidos] ilegalmente durante o último ano, e estão completamente fora de investigação por parte dos reforços legais ou das agências militares? Por que centenas desses terroristas árabes se infiltrariam nos Estados Unidos ilegalmente por meio da fronteira com o México? As possibilidades dignas de crédito são: a). Estes árabes são terroristas conhecidos que não puderam entrar de maneira mais simples e mais direta, por meio dos portos legais de imigração; ou...
b). Os planejadores e estrategistas terroristas antecipam que, se os portos legais de imigração norte-americanos forem repentinamente inundados com dúzias de centenas de "visitantes" reconhecíveis como árabes mas portadores de documentos de viagem sul-americanos legais, os agentes de imigração dos Estados Unidos podem levantar suspeitas.
Assim, para infiltrar um número muito grande de terroristas nos Estados Unidos antecipadamente a futuras e maciças investidas terroristas, seria necessário criar uma base para os invasores em áreas seguras na vizinhança, a partir das quais grande número de terroristas pudessem ser transportados em massa.
Perguntas : Por que os porta-vozes oficiais da polícia de fronteira do Arizona se recusam a reconhecer o que as suas forças de campo nos contam? Com certeza, a corroboração de vários guardas diferentes, em distintas ocasiões, assegura interesse público.
Por que os guardas da polícia de fronteira são instruídos a manter silêncio sobre a presença de árabes e iranianos dentre os muitos milhares de imigrantes ilegais não-hispânicos? Com certeza, esse fenômeno alarmante e pouco comum merece a investigação da liderança da polícia de fronteira.
Por que nenhum veículo de comunicação de massa publicou essa infiltração de terroristas nos Estados Unidos? Com certeza, tal fenômeno merece ser divulgado.
Conclusão : Ao ligarmos esses pontos, torna-se óbvio que a presença de milhares de árabes terroristas em duas áreas separadas da América do Sul e a entrada ilegal de centenas de árabes por meio da fronteira mexicana pressagia investidas terroristas contra alvos norte-americanos e outros, tanto na América do Sul quanto nos Estados Unidos.
Não é preciso muita imaginação para prever que várias das atuais células terroristas adormecidas espalhadas nos Estados Unidos e no Canadá estão sendo hoje reforçadas pelo influxo de terroristas árabes originários da América do Sul - um influxo de tal grau que não pode ser efetuado por meio dos portos normais de imigração.
Pode ser outro o propósito desse reforço, senão um plano terrorista árabe de efetuar importantes ataques a vários alvos nos Estados Unidos? Mentes terroristas tão criativas quanto Imad Mughniyyah ou o próprio Osama bin Laden certamente teriam pouca dificuldade em calcular a melhor maneira de utilizar forças terroristas árabes adormecidas e fora de investigação, que esperam pacientemente pelo sinal para atacar centros de telecomunicação, transporte, energia elétrica, e até mesmo instituições legais ou bases militares.
Fonte: Front Page Magazine
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